MODELAGEM NO ENSINO DE BIOLOGIA: O QUE REVELAM OS ANAIS DO ENEBIO?
DOI:
https://doi.org/10.36524/dect.v16i1.3357Palavras-chave:
Modelos, Modelagem científica, Práticas epistêmicas.Resumo
A modelagem se apresenta como uma importante estratégia didático-pedagógica no ensino de
Ciências, favorecendo a participação ativa dos alunos e seu protagonismo no processo de
aprendizagem. Ao construir modelos, os estudantes criam explicações sobre como e por que
determinados sistemas funcionam, fazem descobertas e atribuem sentido à realidade. Dada a sua
relevância, esta pesquisa teve como objetivo investigar, nos anais do Encontro Nacional de Ensino
de Biologia (ENEBIO), a abrangência e a utilização da modelagem no ensino de Biologia para aulas
no Ensino Médio. Para isso, realizou-se uma revisão sistemática da literatura, a partir da qual foram
identificados e analisados treze trabalhos, distribuídos ao longo de nove edições do evento. Os
resultados revelaram que, embora a modelagem seja reconhecida como uma estratégia promissora
para o ensino de Biologia, seu desenvolvimento ainda é limitado e, muitas vezes, restrito a usos
ilustrativos ou reprodutivos. Poucos estudos exploram a modelagem como prática epistêmica,
centrada na construção ativa do conhecimento pelos estudantes. Observou-se também que há
fragilidades no aprofundamento teórico e na intencionalidade pedagógica das propostas, o que
compromete seu potencial formativo. Diante disso, destaca-se a importância de fortalecer a
formação docente inicial e continuada, ampliando a compreensão sobre os fundamentos da
modelagem científica e suas possibilidades no ensino.
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